segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sócios estão afastados do Instituto de Santa Catarina


O instituto de Santa Catarina criado em 1918 na altura para valência feminina, nos anos 90 foi criada a valência masculina e desde então tem mantido as duas valências em regime de internato.

Atualemente dispõe também as valências de jardim-de-infância, ATL e apoio domiciliário.

O instituto de Santa Catarina é uma instituição sem fins lucrativos, e tem atualmente cerca de 170 sócios, mas Amaro Azevedo confessa que existe um afastamento dos associados da instituição, denotando um certo desinteresse.

Amaro Azevedo vai mais longe e acaba por denunciar um desinteresse generalizado na própria ilha de São Jorge, onde a população acaba por pensar apenas nos seus interesses pessoais.
Por outro lado, nesta entrevista, o presidente do Instituto de Santa Catarina nega quais quer maus tratos aos jovens do instituto, como já foi denunciado na opinião pública.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CRÓNICA DA SEMANA


A VERDADE, A MENTIRA E A SERIEDADE:

Para o CDS-PP a saúde das pessoas não tem preço e, por isso, deve estar acima de qualquer interesse partidário ou pessoal. Vejamos, por isso, o caso das evacuações aéreas de urgência: O CDS-PP defende que quem sabe se o doente deve ser, ou não, evacuado é o médico que está a atender o utente presencialmente… não é o médico da especialidade do Hospital de referência.

O Despacho Normativo que estabeleceu o Regulamento sobre a Evacuação de Doentes em Situação de Emergência é datado de 1995. Inicialmente dizia-se: “O médico responsável pela urgência no Serviço contactado (ou seja, do Hospital) depois de analisar a situação clínica do doente exposta pela unidade de saúde de origem, DECIDIRÁ quanto à necessidade ou não de evacuação”.

Esta leitura provocou sempre problemas. Por isso, o actual Secretário Regional da Saúde, em 2009, decidiu alterar o Regulamento sobre a Evacuação de Doentes.

Vejamos então o que diz o novo Despacho: “O chefe de equipa do serviço de urgência no hospital contactado, após analisada a situação clínica do doente exposta pela unidade de saúde de origem PROCEDE À AVALIAÇÃO da NECESSIDADE OU NÃO de evacuação aérea (…). Nos casos de RECUSA de evacuação, o chefe de equipa do serviço de urgência do hospital procede, de imediato, ao registo da avaliação por escrito (…). Uma vez DECIDIDA a evacuação aérea, o chefe de equipa do serviço de urgência do hospital, comunica de imediato com o médico e enfermeiro escalados para o efeito (…)”.

Ora, chamo a atenção para o português utilizado: é o médico à distância que PROCEDE À AVALIAÇÃO, RECUSA ou DECIDE.

O CDS-PP, e eu próprio me tenho dedicado com afinco a esta matéria, denunciou esta situação e apelou ao Governo para que alterasse o Regulamento, no sentido de ser o médico que está a atender o doente presencialmente a decidir sobre a necessidade da evacuação.

Falamos português e lemos português. Mas o Senhor Secretário Regional da Saúde parece não perceber português! Isto porque o Secretário Regional da Saúde veio a público reagir ao CDS-PP e teve o atrevimento de afirmar que a decisão final da evacuação é do médico de Centro de Saúde de origem, contrariando o estabelecido no regulamento em vigor e por ele assinado.

Lamentamos a falta de ética e respeito do Sr. Secretário da Saúde, não só para com os médicos das Ilhas que não têm Hospital, como é o caso de São Jorge, colocando em causa a sua credibilidade, uma vez que diz que estes é que têm os poderes, e afinal não o têm, o que lhes poderá causar inúmeros constrangimentos.

Sejamos honestos e saibamos assumir os nossos erros, com a verdade e lealdade que nos merecem aqueles que nos elegeram, e que acima de tudo devemos defender, com total respeito e seriedade.

A terminar, mais um lamento… Levantado outra vez o problema, pelo CDS-PP, ninguém ouve os Deputados do PS eleitos por São Jorge defender os interesses daqueles que representam – os Jorgenses – mantendo um silêncio que apenas prova que estão mais preocupados em defender outros interesses, nomeadamente os partidários, ao Povo.

Todas estas atitudes vindas de titulares de cargos públicos são tristes, lamentáveis e merecedoras de forte critica…



São Jorge, 28 de Janeiro de 2011.


O Deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

Luís Virgílio de Sousa da Silveira

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PSD alerta para estado de “abandono” de trilho em São Jorge


O PSD/Açores alertou hoje para o estado de “abandono” do trilho entre a Fajã dos Vimes, Lourais e a Fajã de São João, na ilha de São Jorge, considerando que “necessita urgentemente de ser reparado”.


Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado social-democrata Mark Marques salientou que o trilho, com uma extensão de dois quilómetros, “é muito utilizado pela população residente nas fajãs e, no verão, por turistas”.

Segundo o parlamentar do PSD/Açores, o trilho precisa “urgentemente” de ser reparado, de modo a permitir “melhor circulação e segurança dos seus utilizadores”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fábrica conserveira de S. Jorge em recuperação


Após ter estado à beira da falência, a Conserveira de Santa Catarina, em S. Jorge, começa agora a dar sinais de recuperação.

A Conserveira de Santa Catarina, em S. Jorge, que agora está sob gestão do Governo Regional, começa agora a apresentar sinais de recuperação.

Dois anos depois de ter estado à beira da falência, a fábrica tem agora mais trabalhadores, menos dívida, e aposta em novos produtos.

A marca tem nova imagem e aposta em produtos gourmet, que começam a ser colocados em estabelecimentos e espaços da especialidade no continente.

O atum produzido pela conserveira encontra-se, inclusivamente, a ser vendido em Italia, Inglaterra e Austrália e foi considerado pela Greenpeace, o mais sustentável do mundo.



Actualmente, a conserveira de Santa Catarina conta com 125 trabalhadores, mais 50 do que há dois anos.



A aposta é agora em novos produtos para conquistar mercado.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Governo avança com captação de água para abastecimento à lavoura de São Jorge


A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas adjudicou, a realização da prestação de serviços de “sondagem de pesquisa de água subterrânea para abastecimento de água à lavoura na Ribeira do Nabo”, freguesia da Urzelina, ilha de São Jorge.

A realização desta obra, que se inicia no primeiro trimestre deste ano, resulta da necessidade de colmatar a existência de um défice de água para o abastecimento de água à lavoura no concelho das Velas, reforçando a disponibilidade deste recurso essencial para o desenvolvimento sustentável da actividade agro-pecuária.

A captação de água subterrânea, com um custo global de mais de 200 mil euros, contempla a execução de trabalhos de pesquisa até uma profundidade prevista de 150 metros e beneficiará directamente cerca de 90 explorações agrícolas e uma área aproximada de 900 hectares de pastagem permanente localizada nas freguesias das Manadas, Urzelina e Santo Amaro no concelho das Velas.

O reforço do investimento ao nível dos caminhos agrícolas, abastecimento de água à lavoura e energia eléctrica às explorações agro-pecuárias continua a ser uma das prioridades do Governo Regional, no sentido de contribuir para a redução dos custos de produção e, consequentemente, melhorar as condições de trabalho e os rendimentos dos profissionais do sector.

sábado, 22 de janeiro de 2011


Voto Alegre, porque sou Português!

É na figura do Presidente da República que cada um de nós se deve rever. Ao Presidente da República cabe representar todos os cidadãos da nação independentemente da sua raça, crença religiosa, opção política, situação social ou outra qualquer particularidade.

Ora, independente de qualquer motivo cabe ao Presidente da República o dever de isenção, o dever de resistir a qualquer motivação político partidária, ou, então não se deixar envolver de forma pouco nobre, em questões como foi o caso do Estatuto Politico e Administrativo dos Açores, ou, mais recentemente na questão da remuneração complementar, no âmbito do orçamento da Região Autónoma dos Açores.

Porque razão, o Sr. Professor Dr. Aníbal Cavaco Silva, fecha os olhos a questões gravíssimas que se passam no vizinho arquipélago da Madeira? A Madeira é governada pelo histórico Alberto João Jardim; controverso e por vezes desrespeitador dos princípios de conduta institucional a que se obriga um verdadeiro democrata. Na Madeira paga-se mais por manter um jornal diário a falar bem do Governo Regional que o valor que se vai assumir de despesa com a famosa remuneração complementar, nos Açores. Na Madeira, as regras de funcionamento do Parlamento Regional são quase castradoras da acção da oposição, ao contrário dos Açores; onde até aprovamos, na última legislatura, uma nova lei eleitoral que trouxe à democracia açoriana mais pluralidade e mais representatividade.

Mas então porque motivo o Senhor Presidente da Republica possui um tratamento para nós Açorianos diferente, dos Madeirenses? Afinal, não somos todos Portugueses: do Minho ao Algarve das Flores à Madeira.

A um Presidente da República cabe tratar de forma igual e isenta todos os cidadãos portugueses. O candidato Sr. Professor Dr. Aníbal Cavaco silva, não foi justo com os Açorianos quando foi 1.º Primeiro-ministro, pois nunca soube reconhecer as especificidades dos Açores, com nove ilhas divididas em três grupos, em relação à Madeira com duas ilhas. E no desempenho do cargo de Presidente da República, também não soube ser isento e correcto em relação aos Portugueses dos Açores.

Logo, como cidadão Português, de pleno direito e como Açoriano, exijo que o meu Presidente da Republica me trate de igual forma como trata os restantes cidadãos da nação. E como já sei que o candidato Aníbal Cavaco Silva, não o sabe fazer, tenho que em consciência escolher outro que assim o faça, por isso:

Voto Alegre, porque sou Português!

São Jorge, 21 de Janeiro de 2011.

O Deputado Regional do Partido Socialista

Rogério Paulo Veiros